A transição tributária já começou. Sua empresa está preparada para cada etapa?
A Reforma Tributária entrou em uma nova fase em 2026 e passou a exigir mudanças mais concretas na rotina fiscal das empresas.
Se, até pouco tempo atrás, a principal preocupação estava em entender o novo modelo de tributação, agora o desafio está na adaptação prática. Sistemas precisam ser atualizados, cadastros revisados, produtos e serviços classificados corretamente e documentos fiscais preparados para receber as novas informações de IBS e CBS.
Além disso, a implementação não acontece de uma só vez.
O cronograma foi dividido em diferentes etapas, considerando os tipos de documentos fiscais, as operações realizadas e, posteriormente, os regimes tributários. Por isso, acompanhar apenas a data geral da Reforma Tributária pode levar empresas a perderem prazos importantes.
Em outras palavras, a transição já está acontecendo e cada etapa traz novas responsabilidades.
Neste artigo, você confere o cronograma da Reforma Tributária, entende o que muda em cada fase e vê o que sua empresa deve revisar para atravessar esse período com mais segurança.
O cronograma da Reforma Tributária em uma visão rápida
A implementação das novas informações fiscais foi organizada em cinco grandes etapas, que avançam de agosto de 2026 a janeiro de 2027.
CRONOGRAMA VISUAL
| DATA | PRINCIPAL ETAPA | DOCUMENTOS E OPERAÇÕES |
|---|---|---|
| 03/08/2026 | 1ª etapa | NF-e, NFC-e, CT-e, CT-e OS, MDF-e, NF3-e, GTV-e, DC-e, NFP-e e outros documentos previstos |
| 01/10/2026 | 2ª etapa | NFCOM, parte das NFS-e, documentos relacionados à importação e eventos específicos |
| 15/11/2026 | 3ª etapa | Eventos mensais da DeRE |
| 01/12/2026 | 4ª etapa | Novos grupos de NFS-e e operações específicas, incluindo plataformas digitais, softwares, locações e condomínios |
| 01/01/2027 | 5ª etapa | Novas etapas da Duimp, demais eventos da DeRE e, em regra, empresas do Simples Nacional |
Importante: as datas e os documentos alcançados devem ser analisados conforme o cronograma oficial e as especificações aplicáveis a cada operação.
1ª etapa: 3 de agosto de 2026
A primeira grande etapa começou em 3 de agosto de 2026, alcançando diversos documentos fiscais eletrônicos utilizados diariamente pelas empresas.
Entre eles estão:
- NF-e, modelo 55;
- NFC-e, modelo 65;
- CT-e;
- CT-e OS;
- MDF-e;
- GTV-e;
- NF3-e;
- DC-e;
- NFP-e do produtor rural.
Nessa fase, as informações relacionadas ao IBS e à CBS passaram a fazer parte da adequação dos documentos fiscais para os contribuintes enquadrados no regime regular.
Entretanto, é importante fazer uma distinção: a flexibilização das regras de validação evitou que a ausência dos novos campos provocasse imediatamente a rejeição de determinados documentos. Isso não significa que a obrigação de adaptação tenha sido eliminada.
Na prática, as empresas ganharam um período para concluir ajustes técnicos, mas continuam precisando preparar seus sistemas e processos.
2ª etapa: 1º de outubro de 2026
O próximo marco do cronograma acontece em 1º de outubro de 2026.
Essa etapa amplia a adaptação para outros documentos e operações, incluindo a NFCom e parte das NFS-e, além de documentos relacionados à importação e eventos específicos previstos na regulamentação.
Para empresas que prestam serviços de comunicação e telecomunicações, por exemplo, essa data merece atenção especial.
Além disso, prestadores de serviços precisam verificar como seus documentos fiscais serão impactados pelas novas informações de IBS e CBS.
O que revisar antes de outubro?
É importante conferir:
- cadastro de produtos e serviços;
- classificação tributária;
- códigos utilizados nas operações;
- parametrização do sistema emissor;
- integração entre faturamento e contabilidade;
- leiautes dos documentos fiscais;
- regras específicas aplicáveis à atividade.
Quanto mais cedo essas informações forem revisadas, menor tende a ser o risco de problemas na emissão.
3ª etapa: 15 de novembro de 2026
Em 15 de novembro de 2026, o cronograma avança para eventos relacionados à Declaração Eletrônica de Regimes Especiais, a DeRE.
A etapa envolve diferentes eventos mensais, incluindo informações de fechamento e movimentações periódicas previstas para os regimes alcançados.
Nesse momento, a preocupação deixa de estar concentrada apenas na emissão dos documentos fiscais.
A empresa também precisa garantir que seus processos internos estejam preparados para fornecer informações consistentes ao longo do mês.
Por isso, organização e integração passam a ter ainda mais importância.
4ª etapa: 1º de dezembro de 2026
Em 1º de dezembro de 2026, entram em cena novos grupos de documentos e operações.
Entre os casos previstos estão determinadas NFS-e e operações relacionadas a:
- plataformas digitais;
- softwares;
- locações;
- condomínios;
- determinados bens imateriais;
- cessões onerosas de imóveis;
- outras prestações não contempladas nas etapas anteriores.
A amplitude dessa fase exige atenção porque diferentes modelos de negócio podem ser alcançados de maneiras distintas.
Assim, não basta verificar apenas o tipo de documento emitido. É necessário analisar também a natureza da operação realizada pela empresa.
5ª etapa: 1º de janeiro de 2027
O início de 2027 marca uma nova virada no cronograma.
A partir de 1º de janeiro de 2027, entram outras etapas relacionadas à Duimp, aos eventos restantes da DeRE e, em regra, começa a obrigatoriedade para empresas optantes pelo Simples Nacional, conforme as regras aplicáveis ao regime.
Para os pequenos negócios, portanto, 2026 também deve ser encarado como um período de preparação.
Isso porque decisões relacionadas ao tratamento do IBS e da CBS, emissão de documentos fiscais e organização dos cadastros precisam estar alinhadas antes da entrada das novas exigências.
E onde entram 2026, 2027 e os próximos anos da Reforma?
O cronograma dos documentos fiscais faz parte de uma transição muito maior.
Em 2026, IBS e CBS estão em fase de teste. A Receita Federal informa alíquotas-teste de 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS, com compensação do montante arrecadado com valores de PIS e Cofins no mesmo período de liquidação, observadas as regras aplicáveis.
Já entre 2027 e 2028, ocorre uma nova etapa, com a extinção de PIS e Cofins, início da cobrança da CBS e avanço do IBS.
Depois, entre 2029 e 2032, acontece a transição gradual de ICMS e ISS para o IBS.
O calendário geral fica assim:
| PERÍODO | O QUE ACONTECE |
|---|---|
| 2026 | Ano de teste do IBS e da CBS e adaptação dos documentos fiscais |
| 2027 | Extinção de PIS/Cofins e avanço da CBS e do IBS |
| 2028 | Continuidade da transição para o novo modelo |
| 2029 | Início da redução gradual de ICMS e ISS e aumento proporcional do IBS |
| 2030 | Continuidade da transição |
| 2031 | Continuidade da transição |
| 2032 | Último ano da transição |
| 2033 | Vigência integral do novo modelo e extinção de ICMS e ISS |
A Receita Federal apresenta esse cronograma como a transição gradual até a implementação integral do novo modelo em 2033.
Por que o cronograma exige atenção dos contadores?
Para o contador, acompanhar a Reforma Tributária significa muito mais do que conhecer as datas.
É preciso transformar o cronograma em planejamento.
A cada nova etapa, o profissional precisa avaliar quais clientes serão afetados, quais documentos fiscais utilizam, quais sistemas precisam ser atualizados e quais cadastros precisam ser revisados.
Além disso, o contador passa a ter um papel ainda mais importante na orientação dos clientes.
Uma empresa pode saber que a Reforma Tributária está acontecendo, mas isso não significa que saiba exatamente o que precisa fazer em sua operação.
É justamente aí que o trabalho consultivo ganha espaço.
O cadastro fiscal passa a ser ainda mais importante
Uma das maiores preocupações durante a transição é a qualidade dos cadastros fiscais.
Isso acontece porque os novos documentos exigem informações relacionadas à classificação tributária das operações.
Se um produto ou serviço estiver cadastrado incorretamente, o problema pode aparecer diretamente na emissão do documento fiscal.
Por isso, empresas precisam revisar informações como:
- NCM;
- CFOP;
- CST;
- classificação tributária;
- códigos relacionados ao IBS e à CBS;
- natureza da operação;
- regras específicas por produto ou serviço.
Além disso, a revisão precisa ser feita de forma organizada.
Não adianta corrigir apenas os produtos que apresentaram erro. O ideal é identificar padrões e revisar a estrutura cadastral como um todo.
O sistema emissor também entra no cronograma
A adaptação não depende somente do contador ou do departamento fiscal.
Os sistemas utilizados para emissão dos documentos precisam acompanhar os novos leiautes, campos e regras de validação.
Por isso, empresas devem verificar se o emissor utilizado está preparado para as etapas previstas no cronograma.
Um sistema desatualizado pode gerar:
- dificuldades na emissão;
- informações fiscais incorretas;
- retrabalho;
- divergências entre documentos;
- necessidade de correções;
- problemas de integração.
Nesse cenário, contar com uma plataforma que acompanhe as mudanças da legislação passa a ser uma parte importante da preparação.
E se a empresa ainda não estiver preparada?
O primeiro passo é identificar exatamente o que está pendente.
Em vez de tentar adaptar toda a operação de uma só vez, a empresa pode dividir o processo em etapas:
1. Mapear os documentos emitidos
Identifique quais modelos fiscais sua empresa utiliza atualmente.
2. Verificar o impacto do cronograma
Confira em qual etapa cada documento ou operação está incluído.
3. Revisar os cadastros
Analise produtos, serviços e classificações tributárias.
4. Conferir o sistema
Verifique se o emissor já contempla os novos campos e leiautes.
5. Testar a emissão
Antes de depender exclusivamente da nova estrutura, faça testes e valide os processos.
6. Acompanhar as atualizações
A Reforma Tributária continua sendo regulamentada e seus documentos técnicos podem receber novas versões.
Assim, preparação não é uma tarefa única. É um processo contínuo.
O Emissor Web Sibrax já acompanha essa transformação
As mudanças trazidas pela Reforma Tributária exigem um sistema emissor preparado para acompanhar a evolução dos documentos fiscais eletrônicos.
O Emissor Web Sibrax acompanha as atualizações fiscais e está preparado para a emissão dos documentos contemplados pela solução, incluindo as adequações necessárias para a nova realidade tributária.
Além disso, por ser uma solução em nuvem, o emissor facilita o acesso e permite que a empresa trabalhe com uma plataforma constantemente atualizada.
Isso significa mais praticidade para acompanhar as mudanças sem transformar cada alteração fiscal em um novo problema operacional.
A tecnologia precisa acompanhar a legislação. E, em um período de transição que se estende até 2033, essa capacidade de atualização será cada vez mais importante.
Conclusão
A Reforma Tributária não acontece em uma única data.
Ela está sendo implementada por etapas, e o segundo semestre de 2026 concentra mudanças importantes para documentos fiscais, sistemas, cadastros e processos internos.
Por isso, acompanhar o cronograma é apenas o primeiro passo.
Empresas e escritórios contábeis precisam transformar cada data em uma ação concreta: revisar cadastros, conferir parametrizações, atualizar sistemas, testar documentos e orientar os clientes.
A transição pode parecer longa, mas cada etapa traz uma nova exigência para a rotina fiscal.
Quanto mais organizada estiver a empresa hoje, mais preparada estará para as próximas fases.
Prepare sua empresa para a próxima etapa da Reforma Tributária
O cronograma está avançando. Seu sistema também precisa acompanhar.
Com o Emissor Web Sibrax, sua empresa conta com uma solução em nuvem preparada para acompanhar a evolução dos documentos fiscais e as mudanças da legislação.
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